Almanaque do Futuro 205
26 de abril de 2024
Olá, tudo bem? O dia mais aguardado da semana chegou e com ele, o seu semanário favorito. Estamos aqui para lembrar que tudo é energia, então foque naquilo que realmente importa e faz sentido na sua vida. Afinal de contas, quem quer, faz acontecer, assim como o criador do cão robô que lança chamas.
Tenha uma excelente leitura!
Web Summit Rio 2024: o assunto do momento são as IA’s e não há nada o que possamos fazer
Vira e mexe a gente faz questão de falar sobre o maior assunto do momento: a Inteligência Artificial. Não é novidade para ninguém que ela vem roubando a cena e essa foi uma das principais pautas no Web Summit Rio que aconteceu na semana passada.
No evento foi discutido o avanço cada vez maior da tecnologia e como a IA vai redefinir o futuro dos trabalhadores, consumidores e o mundo dos negócios. E convenhamos, ela está revolucionando a indústria e moldando um futuro com muitas oportunidades.
Mas calma, sempre tem os dois lados da moeda.
A Inteligência Artificial é vista como uma poderosa aliada para melhorar e personalizar a experiência do consumidor e dos colaboradores. Imagine só, a IA cuidando de tarefas mais rotineiras, enquanto os funcionários se concentram em atividades mais estratégicas e criativas. Incrível, né?
E outra, não há como negar que ela é excelente para prevenir fraudes, otimizar processos internos e gerir recursos humanos. Por isso é necessário bater na tecla sobre investir em colaboradores e capacitá-los para operar as novas ferramentas, proporcionando diferentes perspectivas no desenvolvimento e uso da tecnologia.
Em um dos painéis da Web Summit Rio foi abordado sobre as próximas décadas, onde a IA pode ser visualizada em três atos estratégicos: hiperprodutividade, guerra da experiência e modelo de decisão inovadores.
Por outro lado, é notável a preocupação sobre o impacto gerado no mercado e nas operações comerciais. Mas cá entre nós, é importante estarmos preparados para as novas demandas do mercado impulsionado pela tecnologia. Porém, só o tempo para nos mostrar qual o rumo que tudo isso irá tomar.
O evento sem dúvidas mostrou que as novas tecnologias devem ser encaradas como uma porta de entrada para novas oportunidades de crescimento.
Casca de bacana: Cientistas brasileiros transformam cascas de banana em bioplástico
Você já se perguntou se haveria outro destino possível para os resíduos orgânicos que descartamos diariamente? Será que existe uma forma de reduzirmos ainda mais o impacto ao meio ambiente? Ao que tudo indica, um grupo de cientistas brasileiros acabou de nos mostrar que sim!
Recentemente, os pesquisadores da Embrapa Instrumentação e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizaram um estudo para criar filmes bioplásticos a partir de cascas de banana.
Através de pesquisas, foi possível converter cascas da fruta em filmes bioplásticos, com potencial de aplicação para embalagens de alimentos com propriedades antioxidantes, proteção contra radiação ultravioleta e o melhor de tudo: sem gerar resíduos! O meio ambiente agradece, né?
Os dados são alarmantes!
Para você ter uma noção da importância dessa descoberta, a banana gera uma quantidade significativa de resíduos de produção, que infelizmente são utilizados ou descartados de forma incorreta, resultando em problemas ambientais. Veja bem: para cada tonelada de banana consumida, podem ser gerados até 417 kg de cascas. Inacreditável!
Foi a partir desse número alarmante que surgiu a ideia da criação de uma alternativa para reduzir o lixo gerado pelo descarte das cascas. Assim, com a transformação das cascas em bioplásticos, é possível aproveitá-la inteiramente, diminuindo o impacto ambiental associado ao uso de plásticos que não são biodegradáveis.
Será que essa ideia vai chegar logo até às nossas casas? Esperamos que sim, pois se colocada em prática, será uma ótima opção para melhorarmos ainda mais nossa relação com o meio ambiente!
Confira o que a equipe Flowww anda assistindo
Ilha do medo (Filme)
Edward Daniels é um detetive que precisa investigar Ashecliffe, uma prisão psiquiátrica numa ilha remota. Ele e seu parceiro, Chuck, são chamados ao local quando uma das pacientes desaparece sem deixar rastros. A partir daí, o protagonista vai descobrindo os segredos arrepiantes da ilha, ao mesmo tempo que é confrontado com suas próprias memórias traumáticas.
Assista
Bebê Rena(Série)
Baseada em uma terrível experiência pessoal, a minissérie acompanha a história do comediante, performer e escritor Donny Dunn, que se envolve com Martha, uma mulher que tenta lidar com os seus próprios problemas. O relacionamento, que durou muito pouco, acaba virando uma grande obsessão que impacta na vida dos dois.
Assista
Pausa para um café?
“A Hora da Estrela” – Clarice Lispector
O romance narra a história de Macabéa, uma jovem nordestina que vive no Rio de Janeiro. Explorando temas como solidão, marginalização social e a busca por identidade, através da narração de Rodrigo S.M., (uma espécie de alterego da própria autora) acompanhamos a vida simples e trágica de Macabéa, que encontra de uma forma inesperada a sua “hora da estrela”.
“Nação Dopamina” – Dra. Anna Lembke
Vivemos em um mundo onde os excessos de estímulos de alta recompensa e alta dopamina como drogas, redes sociais, comida e jogos são comuns. A autora Dra. Anna Lembke explica o por que a busca incansável do prazer gera mais sofrimento do que a felicidade e o que podemos fazer a respeito. O equilíbrio entre prazer e sofrimento é a chave para uma vida mais leve.
“O Último Reino (Vol. 1 Crônicas Saxônicas)” – Bernard Cornwell
O primeiro livro de uma saga épica que narra a história de Uthred de Bebbanburg, um saxão criado por vikings dinamarqueses, que passa sua vida lutando contra a dicotomia de ter de defender um povo que não o aceita, contra aqueles que o acolheram quando criança. Aqui o autor e historiador Bernard Cornwell insere um personagem fictício para narrar a história real da criação da Inglaterra durante as invasões vikings no século IX.
Thermonator: é hora de ter seu próprio cão robô com lança chamas por menos de 10 mil dólares
Pra quem cresceu jogando um Play 1 no início dos anos 2000, aquele momento da vida soava como um auge insuperável da tecnologia. A ascensão da internet, CD’s, telefones celulares e câmeras digitais nem nos faziam se perguntar onde estavam os robôs que os filmes de sci-fi nos prometiam como coisas realmente futuristas.
Mas agora, a maioria daquelas tecnologias já são coisas do passado, as IA’s (que muita gente nem esperava) estão apenas começando a ocupar cada vez mais espaço em nossas vidas e só agora os robôs vão começar a fazer parte do nosso cotidiano. Mas pelo jeito, eles não estão pra brincadeira!
O melhor amigo das máquinas
Quando os lobos encontraram o aconchego das fogueiras humanas, mal sabiam eles que estavam entrando em uma armadilha evolutiva que transformaria grandes canídeos selvagens em pequenas bolinhas de pelo que perderam até mesmo a função de guardas.
Mas o homem não esqueceu do seu fiel companheiro ao criar máquinas a sua imagem e semelhança, por isso achou que seria uma grande ideia criar companheiros caninos para os robôs humanoides. Alguns deles até já possuem emprego, como no caso dos cães robóticos vigilantes da polícia de Nova Iorque.
E agora, se o seu cão é do tipo que se esconderia antes de você se alguém invadisse sua casa, tudo bem, não precisa obrigá-lo a entrar em risco, basta investir em um Thermonator, o cão robô com lança chamas criado pela Throwflame, já disponível nos EUA por US$ 9.420. Ele vem com mira laser, bateria com duração de uma hora e pode ser controlado através de um aplicativo.
Se você me perguntar se ele vai ter uma função incrivelmente útil na sua vida, a resposta é, muito provavelmente não! Mas em uma situação de perigo, dessas em que seu cachorro abandona a função de guarda e assume a alcunha de pet, não seria uma má ideia ter um desses por perto, não acha?
Voyager 1: Após meses NASA normaliza contato com o satélite mais distante da humanidade.
Em 1977 lançamos para o espaço aquela que hoje é a sonda espacial mais distante da humanidade. Nada que tenha sido criado pela mão humana jamais esteve tão distante quanto a Voyager 1. Mas desde novembro do ano passado ela passou a mandar informações totalmente desconexas e sem sentido, dando sinais de que seus dias de ofício finalmente haviam chegado ao fim.
Só que não! Após meses de tentativas de resolver o problema, a NASA descobriu que um único chip havia falhado, após 46 anos de trabalho. O chip era responsável por armazenar os dados da sonda, que são enviados para a Terra em código binário. A solução foi encontrar outro lugar no sistema da sonda para armazenar esse código. Uma atualização no software realizada a 15 bilhões de quilômetros de distância que deu mais alguns anos de vida ao satélite.
Até onde o Sol toca
Por mais que a sua fama hoje em dia se resuma à distância em que ele se encontra, seu passado carrega grandes honrarias que remontam aos seus dias de glória. Ao lado de sua irmã, Voyager 2, sua missão foi importantíssima para estudarmos os gigantes gasosos do sistema solar. Graças a elas, pela primeira vez, pudemos estudar a fundo e capturar imagens incríveis de planetas como Júpiter e Saturno.
A Voyager 1 descobriu duas luas jupiterianas até então desconhecidas, além de nos enviar imagens detalhadas da Grande Mancha Vermelha, um anticiclone maior do que a Terra e que já dura mais de 300 anos. Estudando as luas de Júpiter, pela primeira vez pudemos observar atividades vulcânicas fora do nosso planeta, em Io, e a possibilidade de existência de água em Europa. E é por causa dessas descobertas que estamos nos preparando para enviar novas missões para lá ainda esse ano.
Em sua passagem por Saturno ela nos revelou cinco luas saturninas e nos permitiu vislumbrar a complexidade dos aneis do planeta. Ali os cientistas tomaram a decisão de mudar a direção da sonda para estudar a lua Titã, isso causou uma mudança de rota que lançaria a Voyager 1 para fora do Sistema Solar.
Nesse ponto, Carl Sagan sugeriu que seria uma boa ideia olharmos para o nosso lar para tirar algumas fotos. Daquela distância as fotos não teriam valor científico, mas marcaram a história quando percebemos a insignificância de viver em um ‘’pálido ponto azul’’ distante no universo.
E depois de tantas descobertas imprescindíveis feitas pela Voyager 1 nessa jornada espacial, hoje ela se encontra no limiar entre o nosso Sistema Solar e o vazio cósmico. Vivendo na fronteira onde os últimos resquícios do calor do nosso Sol podem alcançar e essa é a importância de darmos a essa lendária missão mais alguns anos de vida, mesmo estando tão, tão distante.
Rapidinhas da Salvação 
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Pensamentos de pensadores
para você pensar.
“E, finalmente descobri, no meio de um inverno,
que havia dentro de mim,
um verão invencível.” – Albert Camus
Até logo! Chegamos ao fim de mais um Almanaque do Futuro e você teve o prazer de fechar sua semana com chave de ouro, com conteúdos valiosos, polêmicos e futurísticos. Dá pra acreditar que já estamos na edição 205? O tempo passa muito rápido e o mundo está se moldando constantemente, mas nós estamos aqui toda sexta-feira para te manter muito bem informado.
Nos vemos no futuro.