Ele chegou! O futuro está em comemoração.

Tempo de Leitura: 10 minutos

Almanaque do Futuro 250

21 de março de 2025

Olá, pessoas do futuro! Há 1 ano atrás estávamos comemorando a ducentésima edição do melhor semanário de notícias do Brasil, e num piscar de olhos, chegamos à edição 250. O tempo voa, né? Estamos muito felizes de ter chegado até aqui, entregando um conteúdo único e extraordinário. E como o tempo não espera, apertem os cintos, pois estamos prestes a aterrissar no fantástico mundo futurista. Let’s bora?

Uma boa leitura! 🦒


De país do futuro a preso ao passado: Por que o Japão perdeu seu posto de líder em tecnologia?

Se você nasceu no início dos anos 2000 ou antes, sabe como o Japão sempre esteve à frente do seu tempo quando o assunto era tecnologia. Depois dos terríveis ataques americanos no final da Segunda Guerra, o país precisou reconstruir sua economia praticamente do zero e viu na industrialização e na tecnologia um caminho para se reerguer. 

A partir dos anos 70 o país começou a se destacar na produção de eletrônicos, semicondutores e dispositivos de consumo. Empresas como Nintendo, Sony e Toshiba, ganharam o mundo e abriram caminhos no cenário tecnológico. Mas aquele Japão praticamente cyberpunk que parecia estar tão próximo da realidade, nunca aconteceu.

O Japão não estava preparado para a Era da Internet

O apego ao passado e o escasso incentivo à inovação atrasaram o país, que demorou a se render e se adaptar ao digital. A longevidade do povo nipônico pode ser uma explicação. A expectativa de vida no Japão é uma das mais altas do mundo, com média de 84 anos, e o país tem o maior percentual de idosos entre países com pelo menos 100 mil habitantes. O japonês de hoje ainda vive naqueles anos dourados do Japão noventista e ainda é possível você encontrar alguém utilizando tecnologias bem antiquadas como um fax ou um disquete. Parece exagero mas é sério!

O número de idosos ainda levou o país a uma crise no sistema de pensões de aposentadoria, o que agravou o peso da maior dívida pública do mundo. Há décadas o governo vem aumentando gastos internos, na tentativa de manter a economia funcionando. Gastos que não estão necessariamente sendo direcionados para um plano de desenvolvimento, mas para coisas mais supérfluas.

Por exemplo, você sabia que as tampas de bueiro no Japão são peças de arte? Acredite! Existe uma coleção de 6 mil tampas de bueiro diferentes espalhadas pelo país e elas chegam a custar cerca de R$ 4,7 mil cada. (Você vai saber mais quando chegar nas rapidinhas). 

Mas o que é uma digitalização para um país que se reergueu depois de ter sido literalmente explodido duas vezes pela arma mais poderosa já usada em uma guerra e que tem um código samurai enraizado na sua cultura? Muitas de suas inovações ainda são relevantes no mundo de hoje e pode ser que no futuro a gente descubra que o país ainda pode surfar muito na Era das IA’s.


Retro techs: A Geração Z e o comeback de tecnologias antigas na era digital.

“Brainrot” foi eleita a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford de Inglês e, em tradução literal, quer dizer “cérebro podre ou apodrecido”, principalmente como resultado do consumo exagerado de materiais (agora particularmente conteúdo online) considerados triviais e sem desafios.

Isso te lembra alguma coisa? Hoje em dia, provavelmente muitos de nós nos encontramos nessa situação, consumindo conteúdos supérfluos, rápidos e que, no fim do dia, serão só mais lapsos de tempo que desaparecem na rotina.

O infinito desejo por se desconectar

No meio desse fluxo interminável de informações descartáveis, um fenômeno curioso vem ganhando força: a Geração Z está resgatando tecnologias que, teoricamente, deveriam estar obsoletas. E não é (só) por nostalgia.

Diferente da Geração Y, que através de movimentos como os hipsters trouxe de volta itens retrô, a Geração Z está diante dessa “retrô tech” pela primeira vez. Para muitos nascidos depois dos anos 2000 tocar um CD não é reviver o passado, mas sim uma experiência nunca vivenciada antes.

E é justamente isso que tem ganhado espaço em exposições como o Extinct Media Museum, em Tóquio, que aposta na revivescência de itens antigos, como toca-discos, câmeras e aparelhos retrô. Para uma geração que cresceu em um mundo digitalizado, esse movimento se apresenta como uma busca por algo mais tangível e offline.

No final das contas, a verdade é que, depois de passar uma vida inteira assistindo o mundo por uma tela, estamos em busca do que é real, concreto, daquilo que está bem na nossa frente. Tudo isso não é retrocesso. É o futuro se reinventando, é um reset.


Confira o que a equipe Flowww anda assistindo


  • Princesa Mononoke (Filme)
    Um príncipe, amaldiçoado ao defender sua aldeia, cruza o caminho de uma princesa criada por uma alcateia de lobos, em meio a uma guerra entre os espíritos da floresta e a exploração da natureza pela mão do homem.
    Assista

  • Maniac (Série)
    Em um experimento farmacêutico promissor, dois estranhos com traumas profundos embarcam em jornadas mentais surreais. Enquanto suas realidades se entrelaçam, a série mistura fantasia, ciência e emoção em uma narrativa intrigante sobre conexão e cura.
    Assista

Netflix dos sonhos? Conheça o dispositivo japonês que permite gravar e assistir sonhos.

Já pensou sonhar que está surfando em Marte com um dinossauro falante… e depois assistir tudo na tela do seu celular? A gente sabe que parece ser algo muito futurista, mas os pesquisadores japoneses já estão tornando isso em realidade. Basicamente, eles estão criando um dispositivo que grava e reproduz seus sonhos, tipo um Netflix da sua mente. 

Funciona assim, enquanto você dorme, a máquina lê sua cabeça, literalmente. O aparelho usa sensores de eletroencefalografia (EEG) que captam os sinais elétricos do cérebro (imagina várias anteninhas decifrando o que está rolando na sua mente). E o melhor, ele foca no sono REM, aquela fase em que o cérebro fica superligado, quase como se estivesse em modo turbo. É aí que os sonhos mais doidos e intensos acontecem.

Agora, a cereja do bolo

A tecnologia japonesa combina neurociência com IA para transformar as ondas cerebrais em imagens tridimensionais, tipo criar um cinema 3D da sua própria cabeça. A ressonância magnética funcional também entra no time, ajudando a mapear as conexões do cérebro e dando vida às imagens.

Claro que tudo ainda está em fase de testes, mas já tem muita gente de olho. Além da diversão (quem não ia querer rever o sonho de um apocalipse zumbi no shopping?), a máquina pode ajudar no estudo da saúde mental e no autoconhecimento. Imagina psicólogos e cientistas podendo “assistir” a mente de alguém em tempo real?

Por enquanto, o Japão está liderando essa corrida para transformar sonhos em vídeos. E a pergunta que fica é, será que um dia vamos poder editar nossos sonhos como edita um vídeo do TikTok?


Assassin’s Creed Shadows: Ubisoft atualiza jogo antes do lançamento a pedido do primeiro ministro do Japão

A Ubisoft busca sua redenção com o lançamento de um novo jogo da famosa franquia Assassin’s Creed. Após mudar um pouco seu estilo de jogo e viajar por diversas culturas e momentos da história, o novo jogo da franquia traz o Japão feudal como tema e ambientação. Mas um detalhe não agradou muito alguns políticos japoneses e a empresa precisou lançar uma atualização pouco antes do lançamento.

Políticos deveriam ter mais com o que se preocupar

Assassin’s Creed Shadows se passa no Japão do século XVI, no final do período Sengoku, um momento histórico em que as guerras do xogunato foram bastante intensas no país. É nesse cenário que entra a Irmandade dos Assassinos, mesclando a ficção com acontecimentos históricos reais, o que é a grande sacada da franquia Assassin’s Creed.

Mas por mais que a representação da arquitetura daquele Japão histórico tenha ficado incrível, um detalhe na programação do jogo não agradou muito alguns representantes do governo japonês. O  o primeiro ministro do Japão, Shigeru Ishiba, ficou preocupado com o que os jovens japoneses poderiam fazer com locais históricos reais, já que o jogo oferecia a possibilidade de depredar alguns objetos dentro de templos sagrados representados no jogo. 

Após isso, sem chamar muita atenção, a Ubisoft anunciou uma atualização com diversas correções para o jogo, incluindo uma que torna esses locais indestrutíveis. E a atualização é para o lançamento global e não só no Japão. A mudança não afeta ninguém além dos players do jogo, travando levemente a experiência. Mas essa intriga entre políticos e a indústria de jogos não é novidade, né?

O jogo foi oficialmente lançado ontem (20/03) e já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.


Rapidinhas da Salvação 🙌

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  • Arte em tampas de bueiro.
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Pensamentos de pensadores
para você pensar.

Honra pode não trazer poder,
mas traz respeito. E respeito traz poder
.” – Ishida Mitsunari

 


Com muito entusiasmo, chegamos ao fim da histórica edição 250 do AdF! Toda a equipe almanática agradece por ter você com a gente nessa jornada, afinal, nada disso faria sentido sem quem partilha dessa curiosidade infinita pelo que foi, pelo que é e pelo que ainda vem por aí.

Nos vemos no futuro! 🚀