O amanhã chegou, e trouxe perguntas.

Tempo de Leitura: 11 minutos

Almanaque do Futuro 244

07 de fevereiro de 2025

Olá, tudo bem por aí? O futuro está cada vez mais estranho. Carros que dirigem sozinhos, IA’s que “pensam” e humanos que parecem cada vez menos humanos. A cada edição do Almanaque do Futuro, você vai se deparar com histórias que desafiam a realidade e fazem a gente se questionar se realmente estamos prontos para o que vem por aí. Apertem os cintos e let’s bora! 

Ótima leitura! 🤓


Foi procurar o Nemo: homem entrou para o Guinness ao viver no mar durante 120 dias

Te contamos recentemente que existem empresas focadas em adaptar a vida humana ao fundo do mar, criando habitações especiais para tentar criar uma vizinhança subaquática até o final desta década.

Mas o que talvez você não saiba é que algumas pessoas já estão fazendo isso por diversão! Bem, não só por diversão, mas também para quebrar recordes.

“É impossível descrever, você tem que vivenciar isso por si mesmo”

O engenheiro aeroespacial alemão, Rudiger Koch, entrou para o Guinness ao quebrar o recorde mundial pelo maior tempo vivendo debaixo d’água sem despressurização. O recorde anterior pertencia ao americano Joseph Dituri, que passou 100 dias vivendo em um alojamento subaquático em uma lagoa da Flórida. 

Mas Koch conquistou seu lugar no Guinness World Records ao passar 120 dias em uma cápsula submersa a 11 metros de profundidade na costa do Panamá. Dentro da sua casa subaquática ele possuía uma bicicleta ergométrica, TV e um computador com acesso a internet mas, segundo ele, sua atividade favorita era sentar próximo as escotilhas e observar o ecossistema ao seu redor, e às vezes até ser observado por ele.

Koch conta que mesmo a noite, apagando todas as luzes, o mar brilha em um espetáculo visível, refletindo as caudas dos peixes enquanto nadam naquela imensidão azul, literalmente, marinho. 

A pousada onde ele passou esse tempo é uma Seapod Alpha Deep, desenvolvida pela empresa Ocean Builders. E além do recorde a ideia também é mostrar que viver no mar não é só para a ficção e que, além de ser sustentável, muitas pessoas podem se adaptar facilmente. 

Pois é, com opções de moradias como essa e a colonização de planetas próximos, será que ainda é uma boa ideia investir no setor imobiliário terreno?


Não sou um robô: OpenAI quer tentar parecer mais humana com nova identidade visual

Parece que quanto mais a tecnologia avança, mais a gente quer desacelerar, tocar na grama e fingir que não passa 10 horas por dia grudado no celular. A OpenAI, uma das gigantes da inteligência artificial, percebeu essa vibe e decidiu renovar sua identidade visual.

O que mudou? Praticamente tudo. Uma nova tipografia, batizada carinhosamente de “OpenAI Sans”, ajustes no icônico logo “blossom”, que agora tem um “O” propositalmente imperfeito (afinal humanos erram, né?), uma nova paleta de cores azul acinzentada e um mix de imagens reais com criações da própria IA.

Mudanças exigem novas perspectivas

Se você reparou o boom da OpenAI nos últimos anos, deve ter percebido que a empresa também tem despertado novos concorrentes, além de estar faturando como nunca. O ChatGPT já soma 300 milhões de usuários semanais, e o valuation da OpenAI saltou de US$ 29 bilhões (2023) para US$ 340 bilhões (2025).

No meio dessa expansão, o redesign vem para reforçar a identidade da empresa e mostrar que, mesmo com a IA cada vez mais presente, o fator humano ainda faz a diferença. Isso fica muito claro quando descobrimos que, ao invés de automatizar todo o processo de reformulação da marca, a OpenAI trouxe designers, fotógrafos e tipógrafos de carne e osso para ajudar a dar forma à nova estética.

Ao que parece, no fim das contas, a mudança tem o propósito de deixar o recado de que a OpenAi quer continuar sendo referência em IA, mas sem esquecer da importância do toque humano nesse mundo tão tecnológico.


Confira o que a equipe Flowww anda assistindo


  • Perdido em Marte (Filme)
    Se você não curte muito ficar sozinho, imagina ser esquecido em outro planeta? Matt Damon sabe como é e precisou ser forte para sobreviver enquanto mantinha esperanças de ser resgatado depois de ter sido abandonado em Marte.
    Assista

  • Ruptura (Série)
    A série, que tem alugado um triplex na cabeça de espectadores ao redor do mundo, gira em torno dos funcionários da Lumon Industries, que são submetidos a um procedimento que divide suas memórias entre vida pessoal e profissional, criando duas versões de si mesmos que não compartilham lembranças. Misturando suspense e ficção científica, a trama explora temas como identidade, controle corporativo e os limites da autonomia humana.
    Assista

Sem distrações! Apps de timeline vem para reunir conteúdos de todas as redes em um só lugar

O excesso de informações e os algoritmos das redes sociais tornam cada vez mais difícil acompanhar o que realmente importa. Entre notificações incessantes e a sensação de estar sempre perdendo algo, o famoso FOMO (Fear Of Missing Out), consumir informação na internet virou um desafio.

Um filtro para mostrar apenas o que te interessa

Essa é a proposta dos novos “timeline apps”. Diferente das redes sociais tradicionais, onde os algoritmos escolhem o que você vê, esses apps reúnem conteúdos de diversas fontes em um único feed. Ou seja, sem recomendações forçadas, sem publicidade disfarçada e sem aquele looping infinito de rolagem.

Um dos exemplos mais recentes dessa tendência é o Tapestry, criado pela Iconfactory. Ele permite reunir postagens de diferentes plataformas em um só lugar, com opções de filtrar conteúdos irrelevantes e sincronizar tudo entre dispositivos, dispensando a necessidade de ter que ficar pulando de app em app.

Embora ainda não permitam interações diretas, como curtidas e comentários, esses apps oferecem uma experiência mais limpa e organizada, permitindo que você consuma conteúdo no seu ritmo, sem distrações ou excesso de informação.

E, falando nisso, num mundo onde tudo (absolutamente tudo) disputa nossa atenção, esses apps podem ser um respiro fundo no meio do caos, nos lembrando que consumir informação não precisa ser uma maratona, e que pode ser, sim, uma experiência equilibrada e consciente.


Tem alguém aí? Sinal de rádio é detectado vindo de galáxia que já morreu

Sinais de rádio talvez estejam entre as evidências mais intrigantes de que algo pode viver lá fora no espaço profundo, mesmo que muito, mas muito longe de nós. Jamais conseguimos sintonizar alguma estação de rádio extraterrestre, mas já identificamos alguns sinais vindos de galáxias distantes que, como de praxe, nos trouxeram mais perguntas do que respostas.

E.T. FM

Agora, dois estudos publicados no The Astrophysical Journal Letters derrubaram a crença de que os sinais de rádio detectados no espaço se originam exclusivamente em regiões onde estrelas estejam se formando. Isso porque um sinal pulsante foi identificado tendo origem nos confins da sua galáxia de origem, em uma região de estrelas moribundas, o que é uma novidade neste campo de estudos.

E isso levanta uma questão, como um sinal de rádio tão forte pode ser gerado em um ‘’cemitério’’ de estrelas, onde aparentemente não existe nenhum tipo de atividade cósmica? E não estamos falando de ruídos, esses sinais são realmente poderosos. Por mais que durem apenas milissegundos, um único pulso emite mais energia do que o nosso Sol emite em um ano inteiro.

O sinal, que foi identificado como FRB 20240209A, e outro que foi detectado em 2022 na galáxia Messier 81, deram um belo de um ‘’calma lá, parceiro’’ nos astrônomos, obrigado-os a explorarem novos cenários e possibilidades para a origem destes fenômenos misteriosos. 

Como dissemos, saímos com mais perguntas do que respostas e como acontece muito na ciência, a resposta, quase certamente, tem uma explicação técnica e nada fantasiosa. Mas e se dessa vez não?


Rapidinhas da Salvação 🙌

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  • Site (in)útil da semana: Trabalhe na Lumon com Mark e seus amigos.
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Pensamentos de pensadores
para você pensar.

“Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.” – Rosa Luxemburgo
 


E aí, o que achou das nossas previsões para o futuro? A verdade é que, enquanto as respostas ainda estão por vir, as perguntas já estão batendo na porta. O Almanaque do Futuro volta na próxima sexta-feira para mais descobertas que nos fazem questionar o presente. 

Nos vemos no futuro! 🔮